domingo, 4 de novembro de 2007

Heaven & Hell: Dio confirma novo CD e fala sobre Vivian Campbell



Mike Elliott, do Komodo Rock, conversou com Dio antes do início da turnê britânica do HEAVEN & HELL, e dentre outros assuntos, foi abordado o lançamento do novo disco de estúdio e a relação entre o vocalista e o guitarrista Vivian Campbell.

Komodo: Comentários dão conta sobre o lançamento de um disco de estúdio do HEAVEN & HELL no próximo ano. Isto é algo plausível de acontecer?

Dio: "Sim, decidimos fazer o disco. Quando vai ser eu não posso te dizer. Estamos começando a última parte da turnê depois de praticamente nove meses na estrada. É chegada a hora de uma pequena pausa. Quando for o tempo certo nos juntaremos e comporemos um novo álbum, cujo lançamento deve ocorrer no final do próximo ano".

Komodo: Isto significa que ainda vai levar um tempo para você retomar seu trabalho solo?

Dio: "Minha idéia é excursionar por volta de março ou abril, algo assim. Quero manter contato com isto, amo esta banda, é uma outra parte de minha carreira, com grandes músicas. Se percebe a importância [da banda solo de Dio] nos shows que fazemos [eles se refere ao HEAVEN & HELL], quando as pessoas pedem que toquemos algo do Dio. Seria um ótimo complemento, mas naturalmente não tocamos, seria totalmente errôneo de nossa parte".

Komodo: Excursionar com [a banda] Dio, e gravar um novo álbum no próximo ano significa que não haverá uma nova turnê do HEAVEN & HELL em 2008?

Dio: "Não sei se faremos uma turnê no ano que vêm. Depende de quanto tempo gastarmos no que precisamos fazer. Quando se lança um álbum é preciso excursionar para promovê-lo. Quando eu não sei dizer, mas estou certo que o faremos".

Komodo: Recentemente surgiu na mídia um vídeo onde você detona Vivian Campbell. Algo a dizer sobre isto?

Dio> "Não tenho nada para justificar. A culpa é do cretino que captura uma imagem no celular, num momento em que se diz algo que nunca seria dito publicamente, ou simplesmente que não significa tanto assim, e como sabemos, às vezes as situações fazem com que digamos certas coisas. E mais uma vez, aquilo estava totalmente fora de contexto".

"Aparentemente eu falei algo negativo sobre a banda, o DEF LEPPARD, e tudo que disse foi no calor do momento. Nenhuma referência a ninguém em especial, e eu gostaria de pedir desculpas para os caras. Gosto deles. Não foi legal prá ninguém, e por mais que Vivian tenha ficado magoado, tudo que posso dizer é que chequem a origem, vejam o que estava acontecendo e tentem argumentar. Na maior parte do tempo fui provocado e nunca repliquei. Tenho elogiado muito o Vivian e penso que ele merece os elogios pelo tanto que toca, mas você sabe que o que eu disse foi simplesmente uma resposta ao que ele falou sobre minha pessoa anteriormente, e novamente repito, fui pego de surpresa, sinto que fui infeliz, porém o que eu disse está dito".

"Mas isto tudo não me incomoda. Tenho coisas melhores para fazer em minha vida que ficar maquinando vingança ou fazer o papel de uma pessoa horrível. Naturamente não quero que ele morra! O que eu disse, mais uma vez deixo claro que foi no calor do momento. Isto não pode ser explicado, a menos que se fale com quem fez o comentário, que no caso sou eu, e é isto que você está fazendo. Então não, não tenho nada a comentar ou algo parecido".

Fonte: Whiplash
Entrevista completa: Komodo Rock

sábado, 3 de novembro de 2007

Dicas de CDs do mês da Equipe Metal CN



Pessoal, devido a termos passado bastante tempo sem colocar pra vocês as dicas do mês de CDs dos estilos com os quais nos identificamos cada membro do portal postou sua dica sobre dois CDs. Espero que vocês curtam!

Antenciosamente,
Equipe Metal CN

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Caio WildChild:
- Stratovarius - Infinity
- Morbid Angel - Altars of Madness
José Roberto:
- Kiss - Creatures Of The Night
- Pantera - Vulgar Display of Power
Lucas Wylde:
- Epica - Divine Inspiration
- Catafalque - Dialectique
Nando:
- Trouble - Simple Mind Condition
- Destruction - Metal Discharge

Dica geral do mês:

Exodus - The Atrocity Exhibition - Exhibit A

Entrevistas: Metal CN entrevista uma gigantesca fã de Lacrimosa que realizou seu sonho!



Entrevistada: Bárbara (Babis Wolff)
Matéria por: L. Fernando

Bárbara é uma gigantesca fã do Lacrimosa, e recentemente realizou um dos maiores sonhos de qualquer fã de música: conhecer seus ídolos maiores. E conversamos para que ela pudesse nos contar um pouco de como foi essa intensa experiência.

Metal CN: Bárbara, pra começar o nosso papo, eu queria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Bárbara: Bom, meu nome é Bárbara, sou conhecida como Babis ou Babis Wolff pelos meus amigos, tenho 20 anos, moro em São Paulo (ahhm, isso é difícil XD - risos), eu sou uma pessoa bem legal, faço amizades muito facilmente e tenho um gosto por musica bem distinto, J-Rock, Gothic, Metal em geral, mas também gosto de uns estilos mais leves, MPB, trilha sonora ou clássicas. Resumindo, musica é a minha vida.

Metal CN: Como foi o seu primeiro contato com o rock?

Bárbara: Foi logo na saída da maternidade (risos), meu pai era muito fã de Legião Urbana e minha mãe de Barão Vermelho, cresci no meio de várias bandas que eu achava fantásticas, até que meus pais começaram a mudar de estilo, mas eu permaneci, descobrindo vários outros estilos dentro do rock como o Heavy Metal, Classic Rock, Pop Rock até que com 15 pra 16 anos eu conheci o Gothic e o Black Metal.

Metal CN: Mais ou menos com essa idade que você percebeu que essa paixão não tinha cura, e que iria acompanhá-la por toda a vida?

Bárbara: Ahh não, essa paixão eu já sabia que não tinha cura desde q eu escutei The Cure pela primeira vez e depois Soul Sylum, duas bandas que eu adorei a primeira "ouvida" (risos).

Metal CN: Massa (risos)! Agora vamos falar de Lacrimosa, a sua grande banda do coração, o que te conquistou tanto no grupo do nosso querido Tilo Wolff?

Bárbara: Primeiramente as músicas, a que me chamou atenção primeiro foi “The Phantom of The Opera”, que não é do Lacrimosa, mas que o Tilo faz participação na Dream of Sanity, foi a primeira vez q eu escutei a voz do homem que ia mudar completamente a minha vida, logo em seguida eu conheci algumas pessoas que me introduziram no mundo do Gothic Rock, me levando a reencontrar a voz do homem perfeito, Lacrimosa surgiu na minha vida como uma tempestade arrasadora, e eu conheci a musica Schakal, q pra mim é a mais perfeita de todas.

Metal CN: Caramba! Incrível, então nos conte como foi realizar um sonho que todo fã de música deve ter, como foi conhecer o seu ídolo? Foi quando eles estiveram aqui pro show no mês passado certo?

Bárbara: Foi simplesmente maravilhoso, o dia mais feliz da minha vida, foi no mês passado sim, no dia 4, eu e um grupo de amigos fomos no dia 3 para o hotel onde achamos que eles estariam, mas eles não se hospedaram lá o que fez com que eu passasse o dia do meu aniversário todo sentada na recepção de um hotel, foi muito engraçado, mas no dia seguinte, eu fui pro local onde ia ser realizado o show e duas amigas minhas resolveram ir em um outro hotel onde eles possivelmente estariam, e realmente elas os encontraram lá, na mesma hora uma delas me ligou e me falou em que hotel eles estavam, fomos eu e mais dois amigos para frente do hotel, eles tinham saído para almoçar, e na hora que eles voltaram estávamos lá, esperando na frente do hotel eles entrarem, foi maravilhoso, eu fui a primeira do grupo a abraçá-los, estava muito emocionada, mas a princípio não conseguia falar ou demonstrar qualquer reação emocional, conversei um pouco com ambos e tiramos fotos, peguei autógrafos, na despedida, comecei a chorar abraçada ao Tilo, e ele foi muito legal, pois eu não conseguia solta-lo e ele começou a passar a mão na minha cabeça e tentava me acalmar porque eu chorava muito mesmo, até que minha pressão baixou e eu quase cai, ai eu acordei pra vida de novo e deixei q eles entrassem no hotel, e eu e meus amigos voltamos para o local do show, para poder vê-los novamente à noite, foi realmente incrível.

Metal CN: E como foi o show? Você poderia comentá-lo?

Bárbara: Nossa, foi fantástico!!! O Tilo entrou trazendo o microfone no pedestal foi muito legal e engraçado, em seguida entrou a Anne e os músicos que ele contrata para as turnês, eu fiquei na grade, então estava bem de frente para a vista do Tilo, do baterista e do guitarrista, a Anne estava do outro lado do palco, então eu quase não conseguia vê-la, mas quando ela é quem ia cantar ela vinha até a frente do palco e nós a víamos muito bem, eles saíram do palco e voltaram duas vezes, deixando todos nós muito agitados, muita gente q estava lá era pra ver lacrimosa, como o show foi duplo, eu achava q ia ter muito mais gente para ver o Hammerfall, mas me enganei, 70% do publico foi de lacrimosa, o que é muito legal já que é uma banda pouco conhecida aqui no Brasil, mas em compensação é muito amada. Realmente foi o melhor show da minha vida, e eu vou levar pra sempre na minha memória.

Metal CN: Fantástico! Deve ter sido realmente uma loucura! Agora, se você pudesse indicar 5 discos de bandas diferentes pra alguém, quais você indicaria?

Bárbara: De bandas diferentes? Humm difícil (risos), bom:

Lacrimosa - Todos (mas de preferência o álbum Inferno),

BlutEngel - Qualquer disco,

Within Temptation – The Heart of Everything,

HIM - Dark Light

E pra finalizar

Rammstein – Sehnsucht

Metal CN: Forme uma banda perfeita. (vocal, 2 guitarras, baixo e bateria)

Bárbara: Vocal, sem sombra de dúvidas seria o Tilo, mas para uma banda de metal mais pesado eu colocaria o Dani Filth, adoro a voz dele, ele é muito bom, o Dave Mustaine como guitarra junto com o Keith Richards (o bom do Rolling Stones é eterno - risos) no baixo acho que ficaria o Cliff Burton (Nota: Baixista do Metallica que morreu no acidente de ônibus, considerado um dos melhores que a música pesada já conheceu) e pra terminar o baterista, a base de todas as bandas então eu acho que seria bom contar com o Peter Criss, os bons nunca morrem não é? (Pra mim eles são bons, e acho que várias outras pessoas podem concordar comigo)

Metal CN: Eu compraria todos os cds dessa banda!

Bárbara: (risos) Pelo Keith estar na banda eu compraria mesmo sendo uma porcaria, ele é demais (risos), Ahh eu podia ter colocado o Jimmy Hendrix né? Pôxa esqueci do Jimmy (risos).

Metal CN: Uma pessoa no cenário do rock que você admira e por que.

Bárbara: Hummm com certeza o Tilo Wolff, pela determinação dele em compor suas músicas, pelo fato dele ter montado uma gravadora pra ter liberdade em suas músicas e poder compor com sentimento e não com um prazo de entrega, pela paixão demonstrada nos palcos em cada atuação, por tudo isso acho que ele é o melhor, não deixando a Anne de lado, pois ela também é perfeita nos palcos, mas eu coloco muito mais ele nesse patamar, pois ele iniciou a banda toda sozinho, e só depois de alguns anos que ele veio a conhecer a Anne e se apaixonar por ela, não só profissionalmente como também no sentimento mais puro que é o amor, ele é o melhor com certeza.

Metal CN: Qual sua opinião sobre o cenário da música pesada nacional?

Bárbara: Hoje em dia existem muitas bandas boas no mercado nacional, claro que se nós procurarmos em alguns lugares não acharemos nada, se não fosse a internet hoje ninguém conheceria bandas nacionais e até algumas internacionais de Metal, creio que se deve ter mais atenção para essas bandas, pois o capitalismo nacional só coloca no mercado músicas de estilos que podemos colocar aqui como "dispensáveis" para os nossos ouvidos, eu não costumo mais ouvir musicas nacionais com tanta freqüência, como escutava quando eu era criança, hoje em dia se você fala pra um adolescente que tenha menos de 15 anos se ele conhece Barão Vermelho ou Engenheiros do Hawaii, é claro q ele vai te responder conheço, mas o "conhecer" não quer dizer que ele realmente saiba o que essas bandas representam para o cenário do rock no Brasil ontem e hoje.

Metal CN: Para finalizar, muito obrigado pelo papo, valeu por ter aceito participar do Metal CN, e que tudo dê certo na sua vida minha amiga, sempre foi um prazer cada dia desde que nos conhecemos, você sendo a amiga fantástica que sempre foi e escutando o melhor estilo musical do mundo, agora é com você e suas considerações finais.

Bárbara: Está bem, o que posso dizer? Música é vida, e o melhor da música está no estilo que cada um curte, o meu estilo é o rock, Metal Pesado, Classico, Pop rock, J-Rock, Gothic Rock, Black Metal, Death, Doom, todos os tipos de rock e industriais derivados do rock, músicas que acompanham a minha vida, e principalmente pelo amor que eu tenho de tocar e cantar também, espero que tenham gostado de mim e de tudo o q eu falei, bom é isso ai, muita música, muito Rock e muito Metal para todos que lêem o Metal CN ^^, beijos, Babis Wolff® *-*~

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dave Mustaine: "o Tio Sam do Heavy Metal"



Aaron Beck, do The Columbus Dispatch, conduziu recentemente uma curta entrevista com o mentor do MEGADETH, Dave Mustaine:

The Columbus Dispatch: Dadas as diversas mudanças de formação ocorridas desde o início da banda, o que manteve o MEGADETH na ativa por mais de 20 anos?

Mustaine: "A mentira (risos). Eu não sei. Cada formação é como um baralho de cartas diferente, e é preciso lidar com as idiossincrasias dessas pessoas. Acredito que ter crescido em um lar despedaçado e ter mudado de um lugar para outro tanto quando eu me mudei quando criança, sendo o garoto novo da escola cada novo ano (em vários subúrbios do sul da Califórnia), tornou fácil para mim conhecer pessoas e também ser capaz de decifrá-las".

The Columbus Dispatch: O Heavy Metal continua sendo uma inspiração para você?

Mustaine: "Eu ainda adoro a forma como grandes músicas de Metal e Rock me fazem sentir. Sinto-me vitorioso ouvindo-as. Eu ainda trabalho na forma como nos relacionamos com os fãs. Agora as pessoas podem mandar mensagens para o meu celular. Nos concertos nós deixamos o número para que os fãs nos digam do que gostaram e do que não gostaram a respeito do show. Estamos nos tornando o Tio Sam do metal. Estamos aqui pelas pessoas (o número do telefone: 619-717-2000). Ei, você sabia que tenho vários familiares em Cleveland e Dayton? Meu pai nasceu em Ohio e minha esposa é de Cincinnati. Adoro ir a Ohio. Fui recentemente à OSU (Ohio State University, Universidade do Estado de Ohio) e recebi tratamento médico em função da estenose que tenho nas costas. Os médicos de lá tomaram conta de mim muito bem. Amo Ohio. É uma parte muito grande do que sou. É onde meu pai e minha esposa nasceram".

The Columbus Dispatch: Estenose?

Mustaine: "Tenho um problema nas costas, uma desordem no nervo. Bater cabeça me rendeu um problema crônico de torcicolo. Mas quando estou na frente de vocês e começo a tocar penso: 'Quer saber?' E em seguida: 'Ei, suas costas doem, tome cuidado'”

The Columbus Dispatch: Você é um pioneiro no campo médico – dano permanente por bater cabeça.

Mustaine: "É apenas o resultado do uso e abuso da minha coluna. Volta e meia se torna um problema real. Eu lido com isso me alimentando de forma correta, descansando e rezando bastante. A longo prazo, se a carreira de músico se tornar inviável, posso continuar como Pastor, já que amo a Deus e sou um cristão agora".

The Columbus Dispatch: Como cristão, como você continua tocando músicas dos dias em que você era qualquer outra coisa menos cristão?

Mustaine: "Você quer dizer vivendo no passado? Se você está realmente em contato com o que está fazendo e sua música é uma extensão de vocês mesmo, se é parte do que você realmente é, ela continua fluindo, especialmente se as letras são atemporais e convincentes. Alguém me disse algo recentemente na Europa (imitando sotaque alemão): 'Então, Dave, você ainda acha que suas letras não tem nenhuma mensagem ou sentido?' Eu respondi: “Vamos ver, estamos à beira de uma guerra mundial, então ‘Holy Wars’ é bem relevante. Talvez o novo álbum ('United Abominations')? ‘Peace Sells’? ‘Countdown to Extinction’? ‘Symphony of Destruction’? ‘Wake Up Dead’?”.

Vinnie Paul: “Dimebag estaria orgulhoso de nós”



Vinnie Paul Abbott baterista (Ex-Pantera / Damageplan e atual Hellyeah) disse a Tim Brouk do Journal & Courier que tem passado por uma das mais "fantásticas" experiências na turnê com o HELLYEAH e KORN.

"Foi uma grande oportunidade tocar na frente de um monte de gente, um monte de fãs. Tem sido uma das mais explosivas e fáceis das turnês. Todos são tão amigáveis”, disse Abbott. "Os fãs estão realmente nos aceitando. Temos novos fãs ou seguidores de outras bandas e esses rapazes estão conosco. O momento é ótimo para a banda, e esperamos trazer diversão de volta à música”.

Abbott disse que a segurança tem sido ótima nos shows até agora, mas ele acredita que nada é 100% seguro: "Existem pessoas estranhas em todo lugar (loucos)", acrescentou Abbott. "Todo mundo representa um risco".

Como a banda está em sua primeira turnê própria, o que você acha que Dimebag pensaria sobre o HELLYEAH? "Eu acho que ele estaria 100% orgulhoso de nós", diz Abbott. "Estamos gravando no mesmo estúdio que gravamos com o DAMAGEPLAN. Sentimos que ele faz parte disto desde o início e parte do que torna isto especial".

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Cowboy From Hell



Darrel "Dimebag" Lance Abbot!
1966 - 2004
Você não será esquecido!

Darrell "Dimebag" Abbott (nascido em 20 de agosto de 1966, falecido em 8 de dezembro de 2004), também chamado de Diamond Darrell, foi guitarrista das bandas de heavy metal Pantera e Damageplan.

Darrell Lance Abbott nasceu em Dallas, no Estado norte-americano do Texas, filho de Jerry Abbott, compositor de música country. Seu pai era dono de um estúdio de gravação na cidade de Pantego, Texas, onde Darrell viu a performance de muitos guitarristas de blues, inspirando-o a aprender a tocar o instrumento. Logo, Abbott começou a participar de competições estaduais de guitarra e com 16 anos foi proibido de participar porque ganhava muitas vezes.

Entre as principais influências musicais de Dimebag estavam Judas Priest, Randy Rhoads, Eddie Van Halen e Ace Frehley.

Dimebag foi, e ainda é, um Guitar Hero, um dos gigantes do metal. Seus riffs nervosos e solos absurdamente fantásticos conquistam dia após dia legiões de fãs. Um homem que provou que boa música ainda pode ser feita quando se há amor pela coisa.
Essa é a humilde homenagem da equipe do METAL CN para esse fantástico guitarrista, que estará imortalizado para sempre em nossos corações, e em nossos auto-falantes.

Te amamos Dime.
Você não será esquecido.

Matéria por:
L. Fernando

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

VI Setembro Negro (Hammer Rock Bar, Campinas, 13/09/07)

Incluindo o interior paulista de forma definitiva na rota do undergound internacional, o Hammer trouxe a 2ª edição local do Setembro Negro (este é a 6ª versão desde a criação do tradicional evento, inicialmente restrito à capital) a Campinas, contando no cast deste ano o retorno de dois monstros do death e black metal europeu, uma revelação tcheca e a que considero, com toda sinceridade, a melhor horda brasileira em ação no momento.

Um seleto público assistiu ao acachapante ataque sonoro desta noite, que dava partida à tour que ainda passou por Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre - infelizmente, a cidade natal do festival este ano ficou sem o show, devido à interdição na última hora do local... uma atitude lamentável do CONTRU frente a um evento cultural, com os headbangers paulistanos tendo seu dinheiro devolvido pela organização local (pelo menos tivemos essa atitude de seriedade e profissionalismo).

O massacre começou às 20h com os cariocas do DARKEST HATE WARFRONT retornando à casa após a abertura do WATAIN há alguns meses. A banda já havia provocado expectativa devido ao seu excelente debut 'Satanik Annihilation Kommando' (2005) e a perfeita apresentação passada. Para quem ainda não sabe, a "nova" horda (inicialmente um projeto de Manthus) é formada pelos mesmíssimos integrantes do MYSTERIIS, influente banda do início desta década, mas a história morre aí: musicalmente, o DHW faz um som muito mais direto e violento, deixando a época de teclados e corpsepaint como mera reminiscência do passado.

'Order Of Battle' abre o set com blastbeats incessantes e Agares vomitando o louvor à guerra nos mais incautos. Desta vez investindo mais em sons novos, 'Triumph Of Blood' e 'When the Warfront Arises' mostram uma banda que amadureceu e investe mais no peso e arranjos, uma vez que a lenta volta dos músicos do MYSTERIIS (inicialmente o DHW era uma dupla) trouxe toda uma dinâmica mais rica. A assustadora 'Possessed by Fire' traz a ignorância de volta às caixas, uma música que já nasceu clássica... o carisma e a presença de palco matadora de todos incendia o público. Ainda encontram espaço para reviver seu passado com 'A Song for Anu' e 'Ave Mysteriis', fechando com chave de ouro na esporrenta faixa-título de seu debut. Uma verdadeira AULA de brutalidade. Como é bom ver a cena carioca renascendo após anos de farofada ou nulidades!

Por razões pessoais, não pude presenciar o show dos tchecos do TORTHARRY, mas a opinião unânime que colhi foi a de que os tchecos foram extremamente eficientes com seu death metal. Cheguei a tempo apenas de presenciar a saideira com 'Unseen', que me impressionou de forma positiva... infelizmente, terei que aguardar o retorno da Banda ao nosso país para apreciar mais.

Com a casa clamando por BELPHEGOR em uníssono, os austríacos (que já se apresentaram na cidade em 2006) ganham o palco na escuridão, enquanto rola a intro. 'The Goatchrist' inicia a desgraça de técnica e velocidade que é o show destes caras. É nada menos que impressionante a sincronização e dissonâncias harmônicas que Helmuth, Sigurd e Serpenth produzem, um som doentio e característico que não se escuta desde os primórdios do MORBID ANGEL. 'Chants for the Devil 1533', 'Diaboli Virtus in Lumbar Est', 'Seyn Todt in Schwartz'... segue o desfile de aberrações que alternam velocidade supersônica e peso monolítico. A execução de 'Belphegor - Hell's Ambassador', que abre seu último álbum, chega a emocionar em sua precisão de detalhes reproduzidos com fidelidade impressionante.

'Bluhtsturm Erotika' e 'Swarm of Rats' surgem para satisfazer os fãs de seus 2 últimos trabalhos, seguidos por 'Pest & Terror' e o encerramento com a poderosa 'Lucifer Incestus'. O público não se dá por satisfeito e urra por um encore, que é prontamente atendido pela banda: 'Sepulture of Hypocrisy' e 'Bleeding Salvation' terminam de esmirilhar o pescoço que ainda resistia inteiro. Brilhante e tecnicamente perfeita apresentação, saíram do palco com toda a aclamação que fizeram por merecer!

Já o GORGOROTH dividia opiniões antes mesmo de dar o primeiro acorde: Infernus e companhia proibiram câmeras (a imagem que ilustra essa matéria foi tirada de um celular), comprovaram que são muito reservados e desconhecem o significado de "interação com os fãs" - apesar de que, fazendo justiça, chegaram a tirar algumas fotos com um pessoal na porta (sem deixar a expressão petrificada, porém). Estrelismo? Eu quero acreditar que não, prefiro encarar como indivíduos extremamente misantropos e que põe esse princípio em prática nas suas atitudes: o GORGOROTH não é uma simples banda, é uma verdadeira ideologia ímpar e honesta com seus apoiadores, apesar de atitudes questionáveis pela maioria dos setores de nossa sociedade.

Blablabla sociológico à parte, vamos ao que interessa, o som: 'Bergtrollets Hevn' abre o set com um som altíssimo e a atmosfera pesada. Se individualmente não há maiores destaques aos instrumentistas, quando Gaahl abre a boca o resultado é nada menos que assustador, como comprovamos na já clássicas 'Procreating Satan' e 'Forces of Satan Storms'... incrível a intensidade e resistência vocal que o alemão apresenta ao vivo, consegue superar facilmente o que encontramos nas gravações.

King Ov Hell muito eventualmente apresenta algum destaque nas 4 cordas, segurando mais a base da banda com precisão e frieza impressionante. Infernus executa 'The Rite of Infernal Invocation' com a mesma frieza, porém se movimentando mais em cena. Seguem 'Profetens Apenbaring', a ótima e recente 'Carving a Giant' e 'Destroyer' leva o público presente à um transe de headbanging. Gaahl continua a comandar a demência em 'Possessed (by Satan)', seguida pela 'Unchain my Heart'.

A marcante 'Prosperity and Beauty' sinaliza que estamos chegando ao fim, que se mostra derradeiro quando executam a grande 'Revelation of Doom', de seu EP de 96. O GORGOROTH apresentou, na verdade, um espetáculo que reside mais na atmosfera claustrofóbica e caótica de sua música que nos pormenores técnicos: o show dos caras chega sinceramente a incomodar em alguns momentos - quer coisa melhor, pra uma verdadeira banda de black metal, que inspirar tal sentimento? Um retorno muito bem vindo à terra brasilis, para deleite de sua enorme base de fãs aqui.

No mais, uma noite absolutamente memorável para os headbangers do interior paulista (e mesmo gente que veio de outro Estado), que puderam uma vez mais assistir - numa excelente estrutura - e interagir com seus ídolos, literalmente, cara-a-cara. Só foi complicado encarar uma sexta-feira no dia seguinte com o pescoço duro, mas é um sacrifício absolutamente louvável... e que venha o CANNIBAL CORPSE em alguns dias!